Meus amores,
às vezes vocês reclamam bastante das atividades que proponho para fazer com vocês. Geralmente, quando resolvo levá-los para uma exposição de arte ou apresentá-los a alguma história ou lugar interessantes, vocês fazem logo uma cara feia e dizem que eu só quero saber de coisa chata.
Meus filhos, eu não me sensibilizo quando vocês reagem assim. Bem...na hora eu respiro e me sinto contrariada, mas compreendo que às vezes é mais fácil ficarmos em nossa zona de conforto que experimentar algo novo.
Ah, Maria Flor, Lucas e Tom, a verdade é que vocês precisam aprender. Todos nós, o tempo todo. E não adianta acharem que conhecimento se mede pelo tanto de matéria que assimilam em cada semestre, porque caso fosse eu teria escolhido um outro tipo de escola para vocês.
Viver, meus pequenos, necessita de muita habilidade e de uma capacidade infinita de compreender o seu entorno e quem lhes cerca. Viver é buscar o tempo inteiro o limite entre o saudável e o veneno. É saber alimentar-se sem exagerar. É saber respeitar sem se anular. É saber brincar sem ser bobo. É saber dizer sem machucar. É saber amar sem se perder.
E não há fórmulas, meus filhos, é vivendo que se vive. É experimentando que se aprende. Ninguém tira soluções para uma vida se não viveu. Quanto mais se ver, mais se conhece, mais artifícios temos para tirar da cartola uma solução para nossa vida e quem sabe para dos outros também. Afinal, a gente está aqui para contribuir também, não é?
Por isso, eu vou continuar lhes apresentando cores, sabores, lugares, pessoas. Porque nosso horizonte é infinito. Temos muito o que caminhar.
Com amor,
mamãe.
* O que eu estava ouvindo: Let Her Go - Passenger; Potinhos - A banda mais bonita da cidade.
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