quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Nas páginas de revista

Recebi um convite para ser personagem de uma matéria sobre maternidade na revista Baby Center. Claro que esse momento onde a jornalista aqui se torna fonte, eu não poderia deixar de compartilhar!


- Quando seus filhos nasceram, como foi para você conciliar o trabalho com as tarefas de mãe?

A primeira gravidez foi mais tranquila em relação a isso. Na época eu trabalhava apenas um expediente, então podia me dedicar mais ao bebê no período da tarde. Depois é que tudo mudou, quando comecei a trabalhar mais pesado, com maiores responsabilidades e comprometimento no trabalho, porque aí foi o momento que realmente precisei conciliar bem os horários. Para isso, até hoje conto com o que eu chamo, brincando claro, de terceirização da educação. Durante o período de trabalho, as crianças estão na creche, tempo integral. Nos momentos em que a escola não dar o suporte, tenho a minha mãe, que é imbatível, praticamente meu terceiro braço, olho, tudo,...

- O que foi mais difícil na hora de voltar ao trabalho? Qual foi sua alternativa com as crianças quando voltou ao trabalho?

Gosto muito de ser mãe e priorizo isso na minha vida. No entanto, não consigo ter essa vida mais no lar, voltada só para a família, porque se eu passo muito tempo sem produzir ou pensar em outra coisa, enlouqueço mesmo, fico mal humorada, chata, insuportável, e acabo enlouquecendo o outro junto. Então a hora de voltar ao trabalho é sempre muito feliz, mesmo que eu tenha curtido bastante a licença maternidade e meus filhotes. Para mim, o difícil mesmo nessa hora é organizar a rotina. Quando você tem o primeiro filho é mais fácil, porque é só um a mais para encaixar na rotina. No meu caso, serão logo logo três, cada um com necessidades específicas, idades diferentes, comportamentos diferentes e tal. Mas é tudo uma questão de criar uma rotina, você tem que organizar mesmo os horários, uma sistemática, para que a coisa dê certo.

A alternativa é sempre a escola em tempo integral. Não gosto de babás, prefiro sempre um local profissional, que ofereça atividades enriquecedoras aos meus filhos, o contato com outras crianças.

- Se arrepende de alguma iniciativa tomada na época que voltou ao trabalho e que não deve repetir com o Tom?

Eu sempre fico pensando que no próximo não vou me estressar tanto no período que fico em casa, de licença maternidade. Porque passa tão rápido e eles crescem ligeiro,...nossa já estou no terceiro e ainda me lembro como se fosse hoje do Lucas (meu primeiro) bebê em casa.

- O que você fez para tentar suprir qualquer ausência que achou que as crianças pudessem sentir?

A primeira coisa foi a decisão de não ter babás. A gente chega cansada em casa, o ritmo que nós vivemos hoje em dia é puxado mesmo, e entendo, de certo modo, aqueles pais que chegam cansados e acabam passando para a babá a tarefa do banho, da brincadeira, da hora de dormir,... Sem babá, mesmo cansados, eu e meu marido nos obrigamos a fazer isso. Não tem ninguém além de nós! Então, diariamente, há o tempo que estamos com eles, os arrumamos para ir à escola, acompanhamos o banho, as conversas sobre o dia, jantar, hora de dormir, tudo. Nós é que estamos ali.

Além disso, é muita abdicação. Temos consciência de que nós somos os pais e é nossa responsabilidade orientar, educar, suprir as necessidades emocionais e físicas. Então, a gente dedica praticamente todo nosso tempo livre a eles. Às vezes eu deixo de ir a um salão de beleza no final de semana, porque vou perder o tempo que tenho par ficar com eles, e outras coisas do tipo.

- Que dicas você dá para a mãe que está passando por uma situação semelhante (tendo que voltar ao trabalho com bebê pequeno em casa).

Meu conselho é organização. A gente precisa ter horários definidos, regrinhas básicas, para facilitar as coisas. A rotina é bom para o dia-a-dia e até para a educação das crianças é ótimo, porque elas mesmas ficam mais tranquilas sabendo o que as espera.

Se optar por uma escola, certifique-se de que você se identifica com o local, os valores,...,para você confiar. Mesmo assim, participe. É cansativo, mas fundamental!

No mais, ter em mente que todas essas dificuldades uma hora passam também é legal, porque isso é certeza. Uma hora nossos filhos vão conquistando a própria liberdade e a gente acaba com saudade do tempo que eles eram bem pequenininhos. Nunca se dedicar e priorizar nossos filhos é um esforço em vão. Vale a pena!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

O homem grávido

Ele já engordou algumas gramas. Mas para além do pesinho extra, ele também se tornou ainda mais carinhoso, doce, sensível e atencioso. Alguns médicos dizem que é o feito da gravidez psicológica nos homens, que os deixam mais maternais e afetuosos e os transformam em verdadeiros homens grávidos.

Particularmente, eu só tenho a agradecer. Porque ele já me emocionou ao sair do consultório, respirar aliviado e me dizer: "amor,  tô tão feliz que tudo esteja bem com nosso bebê"! Achei lindo e contagiante, porque eu sou um pouco insensível para ultrassons, batidinhas aceleradas do coração e coisinhas assim. Mas vê-lo tão empolgado, inspirado, me enche de ternura e certeza do homem que escolhi.

Ele já saiu tarde da noite para comprar sushi, a pizza de determinada pizzaria, a sopa (que em tempos normais eu detesto) e a minha verdura predileta. Já chegou exatamente com o que eu pedi e mesmo assim, depois não quis mais. Já dormiu no sofá, deu banho nas crianças, arrumou a casa e vem aguentando os dias que eu reclamo do quanto eu já engordei. É um gentleman, paciente e tolerante.

E eu fico a me perguntar, o que leva um homem a fazer tudo isso? Lhe falei outro dia que se ele engravidasse eu não teria metade da paciência, certamente ele seria um homem grávido e solteiro até o bebê nascer. Então o que o faz feliz?

Provavelmente o mesmo que me cativa. Porque em nosso relacionamento há sempre os momentos difíceis e de abdicação pelo outro, mas há também algo que não é passageiro, marca e nos da a certeza de termos o parceiro certo. Eu gosto de falar e ele de ouvir. Eu gosto de liberdade e ele de democracia. Eu gosto de fantasiar nossas vidas e ele de tudo que eu desenho. Gosto de direcionar e ele de poucas escolhas. Meu gosto por diversão e o dele pelos prazeres que minhas aventuras lhe proporcionam. Ele é meu preto e eu sou sua branca.

Porque eu sou a mulher e ele meu lindo homem grávido.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Ao meu filho, quando você chegou.




Decidimos por cinco: Lucas, Maria Flor, Amelie, Otto e Gael. Mas quando chegamos em você, me senti completa e achamos que podia ser a hora de parar. A notícia era desejada, mas a certeza nos pegou de surpresa e nos encheu de alegria. Apesar de ser o terceiro, sempre existe a insegurança, o medo que dessa vez não dê certo, que a gente não consiga. Mesmo assim, já o amávamos e sonhávamos com cada pedacinho seu, sua cor, seu jeito, fala e lugar na família.

A confirmação demorou a vir, a médica pediu para eu repetir os exames, o ultrassom era incerto, o teste da farmácia, e não houve muitos enjoos ou complicação. Decidi na minha cabeça então, que você seria o meu garoto tímido, o filho calmo da turminha, que ia crescer dizendo e achando graça: "essa minha família só tem maluco".

Já não queria mais a Amelie, o Gael e o Otto. Eu queria você, e lhe apelidei de Amedoim, enquanto decidia seu novo nome. Procurei algo que combinasse com você, não com meu antigo sonho, com meu cenário pronto. Achei o Tom, um nome simples, novo, simpático e seu.

E a verdade é que você pode vir como quiser, preto, branco, cabelo criolo, liso, simpático, cara fechada, não importa. Porque filho é assim, uma caixa de surpresa, e o bom é fazer parte dessa sua descoberta por saber quem você é. E que você seja como o Lucas, um homem do mato, que adora aventuras, esportes radicais, bichos, plantas e defender os oprimidos. Ou como a Maria Flor, e seja altivo, mandão, cheio de desejos e atrevimento. Ou então, que seja um novo alguém e nos mostre novos olhares.

Porque nós somos seus pais e estamos aqui para isso, fazer você encontrar o seu caminho, sem ferir ou desrespeitar ninguém. Estamos aqui para lhe mostrar a melhor forma de você ser quem quiser, de ser digno, feliz e tornar os outros felizes também. Porque estamos aqui para lhe criar oportunidades, mostrar-lhe todas as possibilidades que o mundo oferece e ajudá-lo a fazer as melhores escolhas.

Hoje não importa o que eu tenha sonhado, você certamente já superou toda a história que eu tinha criado e me deixa feliz apenas de saber que será o meu pequeno Tom.

Te amamos.


sábado, 23 de junho de 2012

Exemplos




Quando a gente não souber qual caminho tomar para educar nossos filhos, demos exemplos. Porque na verdade, é na observação e convivência diárias, que passamos muitas vezes o que mais importa para eles.

É no modo de falar com as pessoas, na dedicação ao trabalho, na maneira que convivemos com nossa família, no valor que damos a si e aos outros, que eles percebem como devem agir, ser e o que devem valorizar.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Da série Lucas, o filósofo infantil

Depois que começamos a brincadeira de cozinhar, eu e o Lucas recebemos a primeira encomenda. Precisávamos fazer um bolo, especialidade da casa (leia-se caixinha) com cobertura de chocolate branco. O bolo era presente de aniversário de uma amiga minha do trabalho e seria a prova que uma receita feita por mim podia dar certo. Cobertura de chocolate branco eu nunca tinha feito e seria a prova de fogo.

Infelizmente, como tive que fazer durante à noite de uma segunda-feira, Luquinhas não pode me ajudar em todos os preparativos e foi dormir ansioso pelo dia seguinte para ver o resultado, pois tinha escola logo cedo.

Ao acordar, a cozinha foi o primeiro lugar para onde se dirigiu e ao abrir a boleira, um susto tomou.

- Mãe, quem vai querer comer esse bolo? Tá parecendo estragado!
- Filho, que é isso! O bolo tem chocolate, recheio e ainda tem as bolinhas de chocolate que você gosta.
- Não, mãe. Bem que eu disse, eu e Maria Flor devíamos ter lhe ajudado!

Moral da história: o bolo até ficou gostoso, mesmo com cara de estragado. Mas bom mesmo as coisas ficam quando se tem alegria!


domingo, 20 de maio de 2012

Sabrina e cozinha combinam?


Sabrina na cozinha, uma lenda antiga que aos poucos foi se tornando realidade. Não, ainda não sei cozinhar, não faço os almoços nos finais de semana nem preparo grandes receitas. E o plano também não é esse.

Mas um dia, Lucas com um pouco mais de três anos, me perguntou porque em sua casa não funcionava a cozinha como na casa dos outros. E a partir dali, nasceu meu pequeno chef e também uma Sabrina que precisava encarar as panelas de vez em quando.

E desde então é sempre ele a minha inspiração, é ele quem sugere as receitas e juntos encaramos o desafio. Já ganhei o título de pior bolo do mundo e também experimentei a glória de fazer o bolo de aniversário da Maria Flor. Engordo todo o ano o Papai Noel com biscoitos derretidos de tanta manteiga e assistimos a programas culinarísticos pensando no cardápio do final de semana.

Acredito que o melhor ingrediente ainda é você colocar amor no que se está fazendo. Acrescentar ternura às receitas pode fazer uma grande diferença no resultado final. Não importa se você usa receitas pré-prontas ou se o prato é elaborado. O sabor sempre ficará incrível se houver diversão. E se no final tudo queimar, pede uma pizza e ria da situação.

P.S: E se vocês tiverem receitas mandem pra mim. Eu e ele encaramos o desafio e mostramos o resultado. Mas facinhas tá, porque ele é pequeninho e eu ainda não sei cozinhar :)

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Nós

Só o amor constrói com solidez. Só a compreensão traz o perdão. É na bondade que se desenvolvem as pessoas. É na família que aprendemos a viver.


quarta-feira, 11 de abril de 2012

2 anos de muita fofura



Um fascinante novo mundo para Lucas

"Educar é impregnar de sentido o que fazemos todos os dias"
                                                                         Paulo Freire


Lucas lê. Um papel qualquer no chão, um muro pintado, um recado, um rabisco, e como é lindo de se ver que aos seis anos um mundo novo e mais cheios de possibilidades se abre pela leitura. 

Ele soletra as letrinhas, junta as sílabas, repete a palavra e brinca de dar sentido ao que vê nos livros. Já deseja ir além e escrever suas próprias histórias. Em meio a desenhos, alguns nomes e muita criatividade, ele começa a expressar o que aprende, percebe e sente.

Como é gigante a leitura, e quanto poder ela deu a ele. Hoje ele se sente bem mais seguro, capaz e livre. Deu um universo de novos sentidos ao que antes ele não conseguia enxergar.

Um mundo colorido vai surgindo, cheio de vida e significados. Como é fascinante participar desta descoberta!





domingo, 18 de março de 2012

O amor é filme.

Esta semana completamos dez anos que tudo deu início. Um presente me tirou o fôlego e a concentração. É assim, o amor é filme.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Matando o papai

Na sala, todos reunidos, aquela brincadeira e confusão, quando o Cacá vira para Maria Flor e pergunta:
- Quem é a menina mais bonita do papai?
- Eu! Afirma com segurança.
- Quem é a princesa do papai?
- Maria Flor.
- E quem é o príncipe da Maria Flor?
- Ítalo!

Moral da história: Cacá nunca mais será o mesmo depois de saber que sua pequenininha já elegeu seu encantado.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Da série Lucas, o filósofo infantil

Conversando com o Lucas, olhei para ele e pedi que nunca crescesse e fosse sempre o meu pequeno. Ele então virou o rosto, me fitou e deu a notícia lógica e que toda mãe nunca quer aceitar: "mãe, eu vou crescer".

Porém, na mesma hora Lucas despertou que, assim como para ele, o tempo também é infalível para mim, e disparou: "mãe, porque você vai ficar velha?". "Mãe, quando você morrer volta pra ficar comigo. Eu não quero ficar sozinho".

Com um nó na garganta e os olhos marejados, eu respondi sabendo que naquele momento eu faria a única promessa que nunca poderei cumprir: "claro, filho. A mamãe sempre vai voltar".

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Um capítulo à parte


Que avó estraga, mima e desfaz tudo o que os pais passam tanto tempo ensinando já é lição aprendida. Mas a verdade é que os avós sabem mesmo o que estão fazendo. Abaixo é só um tiquinho de ensinamento recebi hoje por email da minha mãe, e que muito me emocionou. Mãe, eu também te amo!

Bina, quando se tem os netos o amor se torna perfeito porque se aprende muito quando se é mãe. É como dizem: quando os netos entram pela porta a disciplina saí pela janela.  Mas calma, não sou muito assim..........Quando se é avó mensuramos com exatidão o pouco tempo que curtimos os nossos filhos e como tudo poderia ter sido mais ameno.
 

Por isso que Deus nos dá a segunda oportunidade  nos dando os netos. Tudo que  for necessário seus  filhos saberem  para a  vida, aprenderão hoje com vocês enquanto pequeninos, em nenhum banco de faculdade.
 

Te amo, 
tua mãe.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O primeiro dia de aula

Todos os primeiros dias de aula são emocionantes quando se é mãe. No dia anterior a gente encoraja nossos filhos, prepara bolsas, tira as dúvidas, minimiza os medos, controla a ansiedade, deixa tudo pronto e... se esquece de nós mesmas. Daí, na hora H estamos nós, arrasadas, seja porque eles entraram na sala e nem se despediram, seja porque nos olharam com aqueles olhinhos que dizem: mãe, não me deixa aqui. Os meus já não fazem mais isso, mesmo tão pequeninos, já estão devidamente acostumados e ambientados à escola. E eu também. Mas mesmo assim, sempre me emociono ao ver aquelas mães, às vezes tão controladas, chorarem por algo que deveria ser normal.

É, deveria, mas não é. Naquele momento, a gente aprende aos poucos uma das maiores lições que uma mãe pode levar consigo: os filhos são do mundo. E é para o mundo que nós os educamos todos os dias. Sempre falo quando tenho oportunidade que nós devemos aproveitar o máximo o convívio com nossos pequenos, pois quando menos esperamos, ou mesmo quando nem preparados estiverem, eles vão querer caminhar sozinhos. Lucas tem cinco anos, e apesar da pouco idade, já há algum tempo insiste em dizer que quer morar sozinho quando for "adolescente". Maria Flor, no auge do seu apenas um aninho, já anda independente e ousada por aí.

Eu imagino sim, como cada mãe que chora deve se sentir. Eu vejo meus filhos crescerem, vejo a desordem que eles fazem na minha vida, a bagunça pela casa, a gargalhada gostosa, as perguntas de criança e penso: daqui a tão pouquinho nada disso será meu. Outro dia, uma mãe de adolescente disse-me que viu um bilhete da namorada do seu filho onde estava escrito "você é todinho meu". E ela me falou como isso mexeu com ela. Minha mãe, que a tanto tempo já não tem seus filhos em casa, sempre fala da saudade de ter seus filhos pertinho e de um certo vazio deixado pelas crias.

Mas os filhos vão nos esnsinando aos poucos a lidar com essa perda. Uma hora é a escola, depois decidem quais roupas vão vestir, com um certo tempo passam a dar suas próprias opiniões, não querem mais sair conosco, até o dia em que nos comunicam que vão sair de casa. E mesmo assim, a gente demora a perceber que eles não são aqueles pequeninos que deixávamos na porta da escola e nos estendiam a mão para caminharmos juntos.

É mesmo muito difícil imaginar que um dia não saberemos mais tudo o que se passa com eles, que não vamos mais poder decidir, ou não nos caberá opinar sobre algumas das suas escolhas. Mas para esse momento, eu aprendi uma coisa com a minha mãe: que devemos criar portas e deixá-las abertas. Há sempre o dia em que eles nos visitam, compartilham e nos convidam a participar. E com amor, compreensão e presença, nós os ensinamos o caminho onde possam nos encontrar.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Momento Corujinhas

É impossível ser feliz sozinho.

Da série Lucas, o filósofo infantil

Luquinhas ao ser perguntado porque nós amamos a Maria Flor, já que ela é um bebê que não fala direito, faz cocô na fralda e chora de vez em quando.
                                             "Porque ela é bonita, engraçada e fofinha".

Ao Cacá

 
Um das piores coisas para mim ainda é um papel em branco. Encará-lo sem saber como preenchê-lo, ter o que dizer sem saber como traduzí-lo e nada acontecer. Esse sempre foi meu desafio! Por isso escolhi ser jornalista, para enfim dominar a escrita e dialogar com o mundo.
Com o tempo percebi que o que escrevo nunca teve muito haver com a técnica, e sim com o que eu tinha no coração. Meus rabiscos infantis, livrinhos e diários estão mais cheios de mim do que qualquer matéria de jornal ou release escrito.
Mas hoje, dia de seu aniversário, nem a técnica, nem o coração, nem o pensamento, fazem transmistir no papel o tanto de sentimento e a importância de você em minha vida. Ficar sem palavras talvez seja a maior demonstração de quem é você para mim e de como nossa relação continua desafiante e instigante. Decifrá-lo continua sendo meu objetivo.
E para quando as palavras falham, só restam os gestos e os olhares e é para você que tudo isto está guardado.
Te amo.
Sua esposa.
Fortaleza, 05 de janeiro de 2012.