sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Feliz 2011 e isso é tudo, pessoal!

2010 chega ao fim. Se despede já tarde, sem a Copa para o Brasil, com uma mulher na Presidência e Tiririca no Planalto. A poesia perdeu Saramago, a bondade perdeu Zilda Arns, o cartunismo perdeu Glauco e o Ceará perdeu(?) Tasso. O Rio de Janeiro ganhou esperança, 33 mineiros chilenos ganharam uma novo direito à vida e o Ceará ganhou vaga na Sulamericana . A roda da vida não parou.
E comigo não foi diferente. Eu ganhei um bebê, perdi meu cachorro e aumentei as responsabilidades. Diminui meu tempo livre e perdi horas de sono. Sem dúvida, foi um ano agitado. Não foram fáceis; dias e noites cansativas. Muito trabalho, uma campanha eleitoral, um bebê, um garotinho, uma família e uma montanha de desejos querendo ser realizados. Lembro-me de não ter feito listinha, nenhum plano ou recomendação para 2010. Definitivamente, era um ano sem expectativas. E talvez, por isso mesmo, o que veio, veio de bom grado. Fui feliz, afinal.
Meus amigos me acolheram, perdoaram meus atrasos e, por vezes, minha ausência. Algumas pessoas entraram na minha vida e por insistência e pela própria competência de seu carisma, permaneceram. Hoje fazem parte de uma lista seleta e curtinha, mas querida e estimada. Muitos evoluíram, alguns se perderam, uns retornaram. Um tanto ficou e outro tanto partiu/partirá. Mas de tudo ficou a certeza de que quem passou deixou algo e que mesmo distante vai continuar sendo lembrado.
Minha família permaneceu estável. Meu pai é o mesmo: um dia ali, outro acolá. Um alô, um chamego, uma foto e adiante. Minha mãe é a mesma, como sempre e para sempre. Um porto e um apoio. E  meus irmãos, ahhh, os meus irmãos! Tão diferentes e ao mesmo tempo tão parecidos, unidos pelo sangue, pelo amor, pela história e pela vontade de ver o outro dar certo. A gente brigou, celebrou, meu irmão voltou e a cada dia, estou mais perto de realizar minha vontade de ser tia. Vem chegando Gabriel.
Meus filhos estiveram bem. Saudáveis, inteligentes e danados como toda criança sadia deve ser. Contrariando o clero familiar, não os batizei e, como pagãos, não nos deixaram dormir uma noite sequer. Lucas foi um fofo, um grande garoto que surpreendeu pela forma como aceitou sua irmã e perdeu seu trono. Resolveu ser skatista, roqueiro e aprender inglês para "cantar igual ao tio".Ganhou uma bateria e o coração de várias garotinhas apressadas de quatro anos. Ciumento e protetor, cuidou da irmã como se fosse seu brinquedo predileto. Já Maria Flor nasceu. Aprendeu a sentar, ficou gostosa de apertar e agora arrisca seus primeiros passinhos sem as mãos. Pimentinha, geniosa e imperativa, mostrou que, se não cuidar, ela mesma vai ser a dona da situação.
Eu e o Cacá buscamos o caminho. Tentamos equilibrar o individual com o coletivo. Saber quem eu sou e quem ele é no meio de tanta responsabilidade de uma vida a dois. Não foi fácil, mas as prazerosas horas de papo na cozinha, a cumplicidade e o bom humor fez tudo ser superado e valer à pena. Se tivesse que arriscar, sem dúvida, diria que paciência, tolerância e compreensão foi a chave para dez anos na mesma estrada.
Então, o que poderia querer para 2011?  Bem, agora eu quero um ano só meu. Quero dedicar-me a mim, a minha nova faculdade e dar vazão ao meu egoísmo. Quero novos conhecimentos e talvez um novo horizonte profissional. Desejo novos desafios no trabalho, um corpo ainda mais tatuado e outras experiências. Quero me jogar no desconhecido e mergulhar nas mesmas coisas com um olhar diferente. Arriscar-me na aventura de descobrir quem verdadeiramente sou e o que de coração eu espero. Quero carregar uma consciência sem culpa e me lançar na busca pelo meu caminho. Nada está traçado, planejado ou inclinado. Agora eu tenho todas as possibilidades e absolutamente tudo é válido. 2011 não tem listinha, não vem com manual nem roteiro. Mas tem a responsabilidade de saciar minhas vontades e encher meus dias com novas descobertas e muito mais emoção.

Feliz 2011 pra vocês também :).

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

May day, may day...A casa tá caindo

Nada está tão difícil que não possa ficar um pouco mais complicado. Essa é a máxima que atualmente rege minha casa, tudo porque há aproximadamente dois meses não temos mais uma empregada.
Se antes era complicado levar os filhos e o trabalho sozinhos, hoje é uma batalha diária para mim e o Cacá levarmos adiante tudo isso mais os afazeres domésticos.
Andamos cansados, radiantemente felizes por tudo que aconteceu conosco este ano, mas cansados. Agora, à lista de obrigações acrescentou-se lavar, passar, varrer e arrumar, e eu, com meu toque por limpeza, não consigo deixar passar nada.
Há horas que eu me pego pensando, será que é muito mais difícil ser dona de casa que assessora do governador?  Mas também não tenho muito tempo para elaborar a resposta. Se eu tivesse que pedir algum presente ao Papai Noel seria, sem dúvida, uma nova empregada. Uma moça direita, limpinha e honesta que viesse pelo menos uma vez na semana nos resgatar desse caos, porque pra mim, do jeito que a coisa está trabalhosa, é muito pior perder uma faxineira que o marido.

P.S: sem mágoas e nada pessoal, amor. Até porque, pessoalmente, eu te amo pra caralho, viu?!