segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Viva a Argentina!!!!

Todo mundo já tá careca e cansado de saber, Brasil e Argentina não se bicam. A rivalidade é histórica e alimentada desde uma partida de futebol até jogo de porrinha em mesa de bar. Pois bem, agora aqui em casa é diferente e tudo por causa do Lucas e sua timidez excessiva.
Um belo dia Lucas chegou com a novidade: "mãe, eu vou ser a Argentina numa apresentação do escola". Aquilo me soou estranho, uma cacofonia das piores possíveis. Mas,...enfim....Deixei que a informação passasse adiante e chegasse até o Cacá, ele tomaria uma atitude. Lucas chegou em casa e a mesma coisa: "pai, eu vou ser a Argentina lá na escola". Cacá também respirou, mas aceitou.
Fato é que Lucas participaria de uma abertura no seminário internacional Sete Saberes, da Unesco. Até aí aceitamos, mas como fazer para que ele realmente participasse. Nos ensaios, só com os amigos, numa salinha é uma coisa. A hora H é que são outros quinhentos. Já vi todo tipo de apresentação: dia das mães, dos pais, teatrinho, bandinha infantil,...Nada. Todos estes Luquinhas trava bem na hora. Parece que a plateia é um bicho de sete cabeças e não importa se a gente tá lá na frente, feito macaco pulando para incentivar. Ele fecha a cara e finca o pé: não vou e pronto!
Pois bem, o mês passou. Ensaios e mais ensaios. Ele todo empolgado contava as novidades: "mamãe, eu vou entrar e dizer ArrrrrrreeeeeennnnTIna". Uma graça o sotaque. Mas mesmo assim, eu e o Cacá nos olhávamos assim, e pensávamos...Sei não.
Chegou o grande dia. Acordamos cedo, arrumamos a roupa e vamos lá. E aí? E aí? "Mãe, não vou". "O que, Lucas?" "Não, vou mãe. Não quero". "Mas Lucas, todos estão esperando!". "Não".
Logo bateu a frustração. Tudo arrumadinho, ensaiado. Professores esperando e a fantasia separada. O que fazer nesssa situação? Íamos deixar mais uma vez Lucas perder o rebolado? Não dessa vez. Tínhamos que intervir. Mas se nem a seleção brasileira convenceu e venceu nessa Copa, como fazer Luquinhas encarar essa partida?
Nessas horas, amigos, só há uma saída: psicologia infantil. Não aquela ensinada pela Supernanny. Nem aquela que a escola ensina. A gente usa a que funciona, a imbatível, tipo assim, a combinação perfeita entre um ataque agressivo e uma defesa que é uma muralha. "Lucas, se você for, ganha um brinquedo. Vai lá e ganha uma brinquedo massa". Pronto, dito e feito. Compramos o menino com a palavrinha mágica BRINQUEDO. Sem pudor e sem vergonha, Lucas foi lá e fez. Muito mais bonito até do que se não tivesse tido esse "incentivo". Taí a foto para comprovar.


P.S.: Usar esta técnica com cautela, senão quem vai ficar refém do processo é você. Ah, e para os curiosos, sim, nós demos um presente PIRADO, como bem disse ele. Lucas, para quem não conhece é o espilicute aí de azul.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A noite é uma criança

Sete de abril de 2010. Deste dia até hoje, dezoito de setembro, são 161 dias. CENTO E SESSENTA E UM dias sem dormir. Não, não é insônia, não é balada e não, eu não estou trabalhando de vigia noturno. Eu sou mãe de uma bebê!
Maria Flor bomba à noite. Logo que chegou da maternidade até mais ou menos o segundo mês, ela mostrou-se uma menina calma e quietinha. Dormia bem durante o dia e seu trabalho a noite, ao acordar, era apenas o de colocar para mamar, trocar uma fralda e pronto; ela mesma já voltava a dormir.
Mas não deu muito tempo para vermos que a propaganda era enganosa. Agora, mais crescidinha e assídua frequentadora de creche, ela simplesmente resolveu mudar. Acorda em média sete vezes por noite e dá um trabalhinho para pegar no sono novamente. Eu, em compensação, estou a cada dia mais sonolenta, encostando em qualquer lugar e tô fazendo qualquer negócio por mais umas horas na cama.
Não sei, viu?! Mas que bateria que deram para essa criança? Rayovac tá perdendo é feio. O engraçado é que não importa quão tarde eles durmam: com certeza eles estarão muito cedo de pé para sugar todas as suas energias.
Já estou desesperançosa quanto aos dias em que voltarei a dormir uma noite toda. Se a moda pega, a cada quatro anos é mais um bebê que chega nesta família e são mais noites mal dormidas. Enfim, um círculo vicioso e sem fim. Cadê a televisão dessa casa que não tá funcionando!
Bem, mas brincadeiras ã parte, tudo é muito divertido. Ser zumbi a noite toda me dá diversos álibis para coisas mal feitas e mau humor. Mas me digam: dá para ser amável quando se está com sono? NÃO. Então, não me cobrem bom humor. Ah, e atenção também, porque de repente, no meio de uma conversa eu posso sair com um comentário nada com nada, só porque me perdi no fio da meada.
P.S: os erros ortográficos e as ideias desconexas também são culpa do sono :)

domingo, 12 de setembro de 2010

Momento Corujinhas

Enquanto Cacá não chega, Lucas vai preparando cartaz de boas-vindas.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Saudades, teu nome é Cacá

 O ninho tá vazio. Há dois dias que Cacá viajou e todos estamos com saudades. Ontem, até o Luquinhas já poetizava seu sentimento me dizendo que estava "doente do coração" de tanta saudade. É... Estamos mesmo com muita saudade. Só dois dias são suficientes para sentir a falta. Não temos aquele que acorda de manhã para aguentar o mau humor da galera, não temos aquele que leva as crianças para a escola, ou o companheiro de almoço. E eu, em especial, não tenho a conversa jogada fora no balcão da cozinha. E depois que as crianças dormem, está lá, o silêncio instalado na casa.
Pois bem, saudades à parte, a história é a seguinte: as mulheres sempre reclamam mas a verdade ainda é velha: ruim com eles (os homens), pior sem eles. Sim, porque para mim não existe essa história de produção independente não, pai está aí para fazer, bancar e participar. Claro que entendo perfeitamente a necessidade de algumas mulheres de serem mães e, que por um motivo ou outro, não seguem a equação: casada, um marido legal,...Mas vamos combinar: uma vida sem marido, quando se tem filho é um caos constante.
Nestes dias, por exemplo, o negócio aqui em casa tá complicado. Primeiro, o dia já começa com a aventura de levá-los para escola. São dois para dar banho, arrumar,alimentar e fazer chegar às 7h20 da manhã. Agora faz as contas: que horas a gente precisa levantar par cumprir esse horário? Quem respondeu MUITO CEDO, já ganhou. Aí, com eles entregues, é a minha hora de tomar banho, me arrumar, comer alguma coisa e voar para o trabalho. O almoço é mais controlado porque eu vou visitá-los, mas o ambiente não é de sua responsabilidade, estão ali as professoras para darem aquela mãozinha. Agora a noite....Nossa!!! São duas crianças com sono, cansadas e às vezes com fome. Então eu corro para dar conta de um, enquanto o outro assiste um filme. Quando um vai a nocaute, é a vez do segundo. E assim, a gente vai fazendo uma maratona de revezamento contando que eles não vão sair desse script. No final, estou eu jogada na cama, descabelada, ainda suja e com fome. E só em pensar que isso vai até domingo....Ahhhhhhh.