segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Para Lucas, sobre quando você cresceu.



“Luquinhas,

Quanto tempo já se passou desde que você nasceu. Esta semana você completou oito anos e de repente eu me dei conta que o tempo vai lhe tirando aos pouquinhos de mim e lhe entregando para a vida. Você surgiu com essa ideia de viajar sozinho no final de semana e realmente foi, sem pestanejar. Eu o deixei ir, não poderia lhe prender a mim e as minhas próprias ansiedades, mas confesso filho, que passei o final de semana pensando se você dormiu direito, não se sentiu sozinho ou estava com algum problema.

Que besteira a minha, você voltou mais cheio de histórias, mais coragem e mais planos que não cabem a mamãe. É isso aí, é o clichê, “os filhos são para o mundo”, se tornando realidade sem a gente nem se dar conta.

E eu já deveria saber, você nunca foi diferente. Desde pequenininho tão independente! Sempre nos disse que iria morar sozinho, viajar para todos os lugares, seria aventureiro. “Mãe, eu sou radical”!  E eu acredito filho, que você seja tudo isso. Acredito que a gente nasce com uma marca no coração. Essa é a sua, ser livre.

Mas sabe o que me consola toda vez que você me mostra que cresceu mais um pouco? Uma conversa que tivemos quando você era ainda menorzinho. Você me pediu certa vez: “mãe, quando eu morar sozinho, você pode morar perto de mim? Para a gente se falar todo dia”.

Claro, filho. Nós vamos estar sempre juntos, de todo jeito.


Te amo”.

Nenhum comentário:

Postar um comentário