sábado, 23 de julho de 2011

Lucas e a hora do pesadelo

Já ouvi dizer que as crianças iniciam sua fase de medo a partir dos quatro anos de idade. Com o Lucas não foi diferente. Desde o ano passado, ele já teve medo de pessoas com alguma deficiência, de público, de escuro, de barata, tomar banho sozinho, de cinema e até medo de não sabe o quê, assim mesmo sem explicação.

Mas agora o medo "da moda" que pega nas madrugadas aqui em casa são os pesadelos. E é algo louco e muito novo para mim; simplesmente ele acorda brigando, chorando, nervoso e sonâmbulo. Pois é, é muito engraçado, sem desmerecer os sentimentos do meu pequeno, é claro.

Na minha infância eu tinha vários medos. Lembro que teve uma época que eu tinha medo de entrar no meu quarto quando ele estava com a luz apagada. Também lembro que eu tinha medo de perder minha família e do filme E o vento levou. Meu irmão tinha medo de fusca vermelho e minha mãe, mesmo com uma idade bem acima de 4 anos, tinha medo da boneca Amiguinha da minha irmã.

Mesmo assim, não lembro de fazer tanto escândalo e ser sonâmbula quanto o Lucas. Ele vivencia o sonho, fica lá de olhos abertos, às vezes sai andando, faz as coisas e tudo. É muito complicado. Eu e o Cacá ficamos atrás dele, falando, tentando acalmar, tentando fazer com que ele acorde e nada. Haja paciência e jogo de cintura.

Mas, passado um ano desde que começou a Era do Medo aqui em casa, as coisas melhoraram bastante. No início, é verdade, assustou um pouco. Eu fiquei pensando, "meu Deus, será que meu filho está com algum problema?". Mas a gente foi trocando experiência, falando com a psicóloga da escola, outros pais, e aí a gente viu que o negócio, apesar de assustador, está dentro da normalidade.

Agora, eu e o Cacá já descobrimos até uma tática para lidar com a hora do pesadelo do Lucas: água no rosto. Não tem outro jeito, é aquela cena de desenho animado mesmo, jogando água no personagem (óbvio que sem balde, porque a gente não quer afogar o Luquinhas, né!). A gente molha a mão e passa, até ele acordar. E assim, a gente tá levando, esperando a próxima tendência da estação.

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