sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A noite é uma criança

Sete de abril de 2010. Deste dia até hoje, dezoito de setembro, são 161 dias. CENTO E SESSENTA E UM dias sem dormir. Não, não é insônia, não é balada e não, eu não estou trabalhando de vigia noturno. Eu sou mãe de uma bebê!
Maria Flor bomba à noite. Logo que chegou da maternidade até mais ou menos o segundo mês, ela mostrou-se uma menina calma e quietinha. Dormia bem durante o dia e seu trabalho a noite, ao acordar, era apenas o de colocar para mamar, trocar uma fralda e pronto; ela mesma já voltava a dormir.
Mas não deu muito tempo para vermos que a propaganda era enganosa. Agora, mais crescidinha e assídua frequentadora de creche, ela simplesmente resolveu mudar. Acorda em média sete vezes por noite e dá um trabalhinho para pegar no sono novamente. Eu, em compensação, estou a cada dia mais sonolenta, encostando em qualquer lugar e tô fazendo qualquer negócio por mais umas horas na cama.
Não sei, viu?! Mas que bateria que deram para essa criança? Rayovac tá perdendo é feio. O engraçado é que não importa quão tarde eles durmam: com certeza eles estarão muito cedo de pé para sugar todas as suas energias.
Já estou desesperançosa quanto aos dias em que voltarei a dormir uma noite toda. Se a moda pega, a cada quatro anos é mais um bebê que chega nesta família e são mais noites mal dormidas. Enfim, um círculo vicioso e sem fim. Cadê a televisão dessa casa que não tá funcionando!
Bem, mas brincadeiras ã parte, tudo é muito divertido. Ser zumbi a noite toda me dá diversos álibis para coisas mal feitas e mau humor. Mas me digam: dá para ser amável quando se está com sono? NÃO. Então, não me cobrem bom humor. Ah, e atenção também, porque de repente, no meio de uma conversa eu posso sair com um comentário nada com nada, só porque me perdi no fio da meada.
P.S: os erros ortográficos e as ideias desconexas também são culpa do sono :)

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